maio 30

Primeira Missa do Pe. Rodrigo

001Etimologicamente a expressão Padre, advém do latim Pai, aquele que cuida, aquele que sugere o melhor caminho a se seguir. E é imbuído desse sentimento que nós nos deixamos orientar, pois reconhecemos nele a intermediação (sobrenatural) exata entre o Pai e nós. E ontem, mais precisamente dia 28 de maio de 2016, Rodrigo com o SIM tornou-se noivo e consequentemente o pai de muitos. Consoante a isso é necessário intuirmos que esse SIM está, totalmente, imbuído de coerência, quando não se permite voltar atrás ou titubear. A isso podemos observar o SIM de Maria, que em meio a uma Jerusalém perversa, mesmo sem saber o que adviria, foi firme, não vacilou, pelo que constatamos, ate então, podemos ficar tranqüilos, pois o sim de Rodrigo contou com a determinação de vários anos de estudos e reflexões, quando sua determinação era posta em cheque, em todos os momentos. Para tanto ele teve a total liberdade entre o SIM e o Não, ao contrário das muitas outras vocações anteriores, quando a conquista do presbiterato era fruto de uma vontade e promessa dos pais.

Ao homiliar nos muitos Sacrifícios da Santa Missa, Pe. Paulo Marcelo asseverou que estar só consigo mesmo, não significa solidão, ao contrário dos que muitos pensam, mas sim estar à disposição de Deus no exercício da escuta e ter condições de assimilar nessa escuta a panacéia que irá aliviar as dúvidas e as aflições dos muitos corações. Consoante a isso podemos observar em Rodrigo, através do seu silêncio/timidez, uma predisposição para o exercício da escuta.

Se observarmos atentamente, constataremos que ontem não foi o dia mais importante da vida de Pe. Rodrigo, apenas um dia, quando as condições foram lhes dadas, mas hoje sim, hoje ele pôde ministrar o exercício de tantos anos, hoje ministrou o 6º Sacramento da Igreja Católica, o da Ordem, desse ele pôde consagrar a Eucaristia, perfazendo o sobrenatural de nossa fé, transubstanciar o Pão e o Vinho em Corpo e Sangue de Cristo, além de ministrar outras ordens, impossibilitadas até então.

Foi bonito vê-lo conduzir o Sacrifício da Santa Missa, mais ainda, foi vê-lo em sinal de gratidão, deixar o Diácono Noel, Diácono Permanente da nossa Diocese, e Pe. Paulo a homiliar. Este aproveitando o ensejo, ao invés de discorrer sobre o Evangelho de São Lucas, preferiu discorrer sobre sua convivência com Pe. Rodrigo, em tempo aconselhou-o a ficar atento, sempre, para não ser tragado pela arrogância e pela vaidade, tão comum no ser humano e exaltou a beleza do lema escolhido por este: Pela caridade, colocai-vos a serviço um dos outros. Compartilhou, também, esse momento com Pe. Luiz Eduardo, Monsenhor Juvenal e Pe. Eduardo.

A assembléia composta de seus pais, irmãos, parentes e amigos fervorosamente o aplaudiu, por diversas vezes, tamanho era o contentamento observado. Ao final ele renovou a consagração de sua vida à Nossa Senhora da Piedade, já que a primeira vez foi feita por sua mãe, quando de seus 02 meses de idade.

Vale destacar os belos versos que embalou a sua entrada triunfal pela nave, totalmente, pertinente para o momento:

Mas eu escolho Deus! Eu escolho ser amigo de Deus! Eu escolho Cristo todo dia! Já morri pra minha vida e agora eu vivo a vida de Deus!”

Caro Rodrigo, ou melhor, Reverendíssimo Pe. Rodrigo Coimbra Ladeira, que Deus lhe permita serenidade, alegria em todos os momentos de sua vida. E que a humildade seja algo perene!

Que a Sagrada Família seja o exemplar de conduta e a sua companhia!

Por João Bosco de Melo

Dores de Campos, 29 de maio de 2016

maio 28

Ordenação do diácono Rodrigo Coimbra Ladeira

001No dia 28 de maio de 2016, às 09h00min da manhã de sábado, na quadra do Dorense Clube, aconteceu a ordenação presbiteral do diácono Rodrigo Coimbra Ladeira, um digníssimo filho da terra, que mediante a uma disciplina rígida, porém fervorosa se predispôs a aceitar com vários sins, às condições imposta pela Igreja Católica Romana. Ao som da Sociedade Musical São Sebastião e em meio a uma quadra lotada de conterrâneos e visitantes das cidades circunvizinhas, o evento teve inicio com a entrada de padres, diáconos e seminaristas, para concelebrar com Dom Célio o cerimonial. Em todo o tempo várias preces ressaltaram a graça da unção de um sacerdote, para a igreja de Cristo.

021Na intenção de aconselhar Rodrigo na sua nova função, a de pastoreio da Igreja Católica, Dom Célio ressaltou, como regra a ser cumprida, a vocação dos religiosos e dos leigos, pois cada um tem sua função na igreja católica e na sociedade. Exaltou a importância de um padre dentro da comunidade, tanto na acolhida e libertação dos fieis que carregam em si as prisões, que intimidam sua alma, quanto nos trabalhos voluntários. Ressaltou, também, a importância da escuta, aos clamores de suas ovelhas, pois essa é a função principal do pastor na comunidade paroquial em que atua. Segundo o bispo se a ordenação de um padre é uma grande satisfação, para o próprio ungido, com toda a certeza deverá ser muito mais para a igreja e, consequentemente, para os fiéis que nela atuam. Também, conclamou a população a rezar, para as futuras vocações da igreja católica.

028Em seguida Rodrigo prostrou-se no altar e várias preces foram rezadas e vocadas, através da ladainha, a diversos santos e beatos da igreja, em sinal de humildade e submissão aos votos, que estavam sendo ali consagrados. Obedecendo aos rituais, a imposição das mãos sobre Rodrigo, foi acontecendo, através, de todos os padres presentes, sob a escuta de uma bela prece de ordenação, proferida pelo bispo. Dando sequencia aconteceu a entrega das vestes presbiterais e da unção das mãos do diácono, um gesto simbólico da entrega aos serviços do Senhor Jesus Cristo. Posteriormente aconteceu a entrega do pão e do vinho, a consagração e os rituais próprios da missa, inclusive a comunhão de todos os presentes, esta concedida pelos padres presentes.

039Ao final da cerimônia, o já consagrado, padre Rodrigo, agradeceu a todos que o ajudaram em sua caminhada rumo ao sacerdócio, tanto aos padres, quanto aos leigos e, de maneira especial, agradeceu ao Padre Paulo Daher Gomes Filho, testemunhado ser este o grande incentivador de sua vocação e inserção no seminário. Ressaltou o apoio e a amizade do Padre Fábio Rômulo Reis, seu atual parceiro na paróquia de Resende Costa, e ao povo dessa cidade que lhe dispensa tanto carinho e respeito, nesse pouco tempo de convivência. Agradeceu também à sua família, na pessoa de sua mãe Neuza Coimbra, de seu pai Inácio Firmiano Ladeira, e aos seus 07 irmãos, pelo apoio incondicional. Padre Paulo, também, proferiu algumas palavras, destacando a nobre vocação do padre Rodrigo e o processo de maturação em sua caminhada sacedortal, do menino tímido e humilde, ao sacedorte ungido por Deus. Após a benção final, proferida por vários padres, inclusive pelo estimado Rodrigo, o mesmo recebeu os cumprimentos de amigos e familiares.

074Vale a pena ressaltar, que em uma cerimônia de tanta emoção, a presença da orquestra regida pelo músico Silas acrescentou um tom solene e sublime, tornando-se imprescindível ao evento.

Dores de Campos, 28 de maio de 2016

Texto: Sirlene Cristina Aliane – PASCOM

Fotos: Nairon Neri Silva – PASCOM

maio 28

Solenidade de Corpus Christi

001O dia de Corpus Christi é uma data muito importante para a igreja católica, pois a comunhão é algo fundamental para o ser humano, que recebe o próprio Cristo em suas entranhas, em sua vida. A procissão de Corpus Christi em Dores de Campos foi marcada pela devoção dos fieis e pelos enfeites das ruas, que deram uma prova da disponibilidade dos cristãos com a igreja. A adoração com a presença da orquestra foi um momento de grande contrição, em meio às diversas paradas, sendo Santíssimo conduzido, através das principais ruas, pelas mãos do diácono Rodrigo. Até o fim da procissão, observou-se grande aglomeração de pessoas que se mostraram devotas e contritas. A missa foi celebrada dentro da matriz, mas antes de iniciar, o Reverendíssimo Pe. Paulo com muito entusiasmo elevou o Santíssimo e os fieis bateram palmas e gritavam efusivamente, no silêncio de seus corações, o nome de Jesus.

033

O Pe. Paulo iniciou a missa afirmando que Jesus é a luz do mundo e O comparou com o sol que iluminou todo o cortejo. Em sua homília falou da importância da comunhão e citou Santo Tomás de Aquino: “A comunhão é um alimento”, o que significa que alimentamos nossa alma, a nossa fé com a Mesma. Abordou com muito entusiasmo a importância da comunhão e o vinculo Desta com ordenação do Rodrigo, que através da ordem consagra a hóstia e se torna o pastor das ovelhas de Cristo e essa missão é impregnada de louvores, mas também de muita responsabilidade.

Texto: Sirlene Aliane – PASCOM

Fotos: Nathan Silva – PASCOM

maio 28

Tríduo de Ordenação do Diácono Rodrigo

ordenacao_rodrigo1º Dia – Quarta-Feira

001Como é sabido de todos, Tríduo Pascal vem do latim: Triduum Paschal, que é composto de três dias, que antecede a Páscoa. É um dos momentos mais fortes da igreja, pois os mesmos nos leva a refletir, sobre os nossos objetivos, nossa conduta nessa vida e se os mesmos estão condizentes com a Boa Nova apregoada por Jesus Cristo. Se pararmos para observar, poderemos constatar nesses três dias, exatamente ao meio dia (12:00 h) o repicar insistente dos sinos, tal qual a um muezim a anunciar momentos de oração e reflexão e um novo momento especial, um novo momento festivo, a ordenação de Rodrigo Coimbra Ladeira a Presbítero.

Para compor os três dias foi convidado a presidir o primeiro ofício da Santa Missa o Reverendíssimo Pe. Fábio Rômulo Reis (Resende Costa) que em um primeiro momento asseverou que a palavra, para ter eficácia, tem que perpassar por nosso íntimo e iluminar recantos sombrios, pois só assim seremos capazes de obter uma intimidade com Deus. Ao homiliar o Evangelho Mc 10, 32-45, traça um paralelo da maioridade da fé, de Jesus e Rodrigo, quando o Primeiro vai para Jesusalém em obediência ao Pai, mesmo sabendo o que iria lhe acontecer e o último, com a mesma idade, abraça a fé de maneira plena, mesmo sabendo das provações que advirão na trilha desse caminho. Em seguida, baseado na primeira leitura 1Pd 1, 18-25, ratificou que a verdadeira fé, quando abraçada com seriedade e responsabilidade, é mais valorosa do que o ouro e a prata. Ao final elogiou a boa conduta, até então, do quase Pe. Rodrigo, exaltando a sua curiosidade aos menos favorecidos e profetizou que ele será um excelente representante da Igreja Católica Romana.

Por João Bosco de Melo

2º Dia – Quinta-Feira

001O dia de Corpus Christi é uma data muito importante para a igreja católica, pois a comunhão é algo fundamental para o ser humano, que recebe o próprio Cristo em suas entranhas, em sua vida. A procissão de Corpus Christi em Dores de Campos foi marcada pela devoção dos fieis e pelos enfeites das ruas, que deram uma prova da disponibilidade dos cristãos com a igreja. A adoração com a presença da orquestra foi um momento de grande contrição, em meio às diversas paradas, sendo Santíssimo conduzido, através das principais ruas, pelas mãos do diácono Rodrigo. Até o fim da procissão, observou-se grande aglomeração de pessoas que se mostraram devotas e contritas. A missa foi celebrada dentro da matriz, mas antes de iniciar, o Reverendíssimo Pe. Paulo com muito entusiasmo elevou o Santíssimo e os fieis bateram palmas e gritavam efusivamente, no silêncio de seus corações, o nome de Jesus.

O Pe. Paulo iniciou a missa afirmando que Jesus é a luz do mundo e O comparou com o sol que iluminou todo o cortejo. Em sua homília falou da importância da comunhão e citou Santo Tomás de Aquino: “A comunhão é um alimento”, o que significa que alimentamos nossa alma, a nossa fé com a Mesma. Abordou com muito entusiasmo a importância da comunhão e o vinculo Desta com ordenação do Rodrigo, que através da ordem consagra a hóstia e se torna o pastor das ovelhas de Cristo e essa missão é impregnada de louvores, mas também de muita responsabilidade. Ressaltou a humildade e simplicidade de Rodrigo, atributos que já conquistaram o povo de Resende Costa, paróquia na qual já está a seis meses, trabalhando. Concluiu abordando a evolução espiritual e pessoal do diácono, percebida por todos que convivem com ele, pois de um tímido menino tornou-se um orador firme em seus propósitos. Padre Paulo mostrou-se bastante entusiasmado com a ordenação do Rodrigo e com as próximas vocações dorenses, já conhecidas por todos os presentes.

Por Sirlene Aliane

3º Dia – Sexta-Feira

001Finalizando os três dias de preparação para a ordenação a Presbítero do diácono Rodrigo, foi convidado conjuntamente com 10 Seminarista, de Juiz de fora, Pe. Antônio Carlos. Uma vez, estando este, no presbitério se apresentou como sendo companheiro de jornada do Pe. Paulo no Seminário, e para tanto expressou felicidade pelo convite. Uma vez estando a homiliar, enalteceu de forma assertiva todas as qualidades de Rodrigo, observada até então, asseverando a condizência delas com o proposto por Cristo. Porém, em meio aos elogios, aconselhou a Rodrigo ter uma vida de oração, pois em meio a esse mundo bicudo, onde o mal campeia, somente a oração lhe dará o escudo e a serenidade necessária para seguir em frente. Ao final Rodrigo agradeceu a todos, de forma simples, porém extravasando em sua voz trêmula, uma gratidão inquestionável.

Por João Bosco de Melo

maio 25

Trajetória de Rodrigo Coimbra Ladeira

010O menino humilde denominado Rodrigo Coimbra Ladeira, filho de Inácio Firmiano Ladeira e Neuza Teixeira Coimbra, sempre teve o apoio dos pais, dos irmãos e toda sua família em sua trajetória vocacional. Desde os 12 anos de idade ajudava na igreja da paróquia de Nossa Senhora das Dores, na época do pároco José Roberto. Estava presente na sacristia e nas badaladas do sino, em festas da padroeira e semana santa, sempre que precisavam dele. Apesar de nunca ter sido coroinha. Quando via os padres celebrando, começou a sentir vontade de ser padre.

A primeira vez que falou com um padre da sua vontade, foi com o padre Fábio, mas não tinha os estudos necessários, que seria o ensino médio completo. No entanto não desistiu de seu sonho, procurou o Pe. Paulo e confidenciou a sua vontade e foi o momento que se sentiu mais tocado que seu sonho poderia ser realizado concretamente, pois o padre disponibilizou a ajuda da paróquia. Afirma que o padre Paulo foi dos incentivadores mais diretos de sua trajetória.

Disse que nunca teve dúvidas quanto a sua vocação no seminário, mas quanto às dificuldades financeiras. O povo de Dores sempre o ajudou com roupas, sapatos, tudo que precisava, confessa: “Nunca faltou nada”. Desde antes de sua ida para o seminário o povo o ajudou, ele agradece a todos na pessoa do padre Paulo. Relata feliz que o padre Paulo o encaminhou para o seminário e estará na paróquia na ordenação, ajudando nos preparativos.

A partir da conversa com o padre, tomou todas as providências e iniciou seu caminho frequentando um supletivo do ensino médio que tem parceria com o Centro de Ensino Superior de Juiz de Fora (CES) e paralelamente frequentou um curso introdutório no Seminário São Tiago em São João Del-Rei em 2007, iniciou a faculdade de Filosofia na Universidade Federal de São João Del-Rei (UFSJ) em 2008 e o curso de Teologia no Seminário Santo Antônio também pertencente ao CES, no ano de 2012. Foram nove anos de estudo, uma vida.

Relata que através do curso de Filosofia, aprendeu a conviver melhor com as pessoas, o que o auxilia na vida pastoral em comunidade. Os questionamentos e dúvidas do curso de Filosofia não o inquietaram, pois já estava no seminário, tinha uma vida de oração. No entanto o curso de Filosofia foi uma grande base para o curso de Teologia. No seminário se identificou muito com a professora Mabel que leciona História da Igreja no curso de Teologia, a qual foi orientadora do trabalho final do curso. Também comenta o seu gosto pela História.

Ao abordar sua vida no seminário afirma: “Eles podem solicitar que os seminaristas saiam ou mesmo o seminarista pode tomar essa decisão”. Da turma dele tinham cinco seminaristas, somente o Rodrigo foi até o fim. Ainda confessa: “Se for da vontade de Deus, vai aparecer às dificuldades, mas a pessoa supera. Venci a timidez que era muito forte, quase não falava com as pessoas”. Foi cobrado no seminário, se esforçou e venceu.

Depois de concluir o curso de Teologia foi ordenado diácono, mas relata que ainda não sentiu a responsabilidade do padre, apesar de celebrar casamentos e batizados. Afirma que as decisões são tomadas pelo padre, apesar dele acompanhar tudo de perto para que aprenda. Mostra-se ansioso para celebrar a missa com a consagração, principalmente agora que já tem o cálice e a casula. Além de atender confissões e atender a unção dos enfermos. Afirmou indagado sobre sua ansiedade: “Uma sensação diferente, que não sabe explicar, preocupar se tudo vai correr bem, se vai dar certo.”

Depois de se ordenar padre vai assumir juntamente com o padre Fábio a paróquia de Resende Costa, a qual tem muitas capelas e povoados. Disse que tem um povoado denominado Jacarandi que fica a 40 km de distância. Sempre disposto a ajudar, afirmou “Depois de padre vou atender melhor o povo de Resende Costa”. Um servo de Deus que se preocupa realmente com o bem do povo cristão.

O futuro padre Rodrigo, deixa uma mensagem para os meninos que desejam se ordenar padre:

“Os meninos devem acreditar e lutar, ter uma participação na igreja, conversar com o padre, no caso de Dores de Campos, o padre Paulo. Se tem essa vontade, ir para o seminário e lá dentro discernir se essa é a vocação.”

Dores de Campos, 13 de maio de 2016

Sirlene Cristina Aliane – Pascom

maio 25

Pequena Biografia de Rodrigo testemunhada pelos seus pais

 

006Na língua portuguesa existem várias palavras que determinam aquilo que uma pessoa poderá ser, quando adulta, a saber: aptidão, tendência, vocação, porém, todos esses substantivos sugerem a determinação dos exemplos, ante a convivência com terceiros. No entanto há uma determinante, citada algumas vezes nas muitas homilias do Pe. Paulo Marcelo, que sugere algo mais profundo, asseverado por Jeremias 1,5: “Antes mesmo que foste formado no ventre de sua Mãe, Eu te conheci. Antes  que conheceste a luz do mundo Eu te consagrei”. Então podemos intuir que a vida de todos tem uma razão que já está determinada, ante isso devemos estender a vida de Rodrigo e procurar entender no relato de sua biografia.

015Numa quarta-feira, véspera de Corpus Christi do ano de 1983, mais precisamente no dia 1º de junho, nascia o segundo filho, para alegria do casal Inácio Firmiano Ladeira e Neuza Teixeira Coimbra. Todavia, em meio à alegria uma sutil preocupação apertava os corações de seus pais, pois tal menino era muito pequeno parecendo ser prematuro. Essa preocupação tornou-se uma agravante, pois aos dois meses foi vitimado por uma anemia profunda, sendo obrigado a ficar internado em um hospital, na cidade de Barbacena, por 17 dias. Conta a sua mãe que após, ele, receber alta e indo para casa sua saúde piorou, tendo que ser internado novamente. Contudo o médico que o atendia disse, para o desespero de seus pais, que não havia nada a se fazer. Enquanto sua mãe caminhava em direção à rodoviária, ele começou a se retorcer, revirando os olhos, perdendo todo o viço. Então, desesperada ela entra na Igreja Nossa senhora da Piedade e aos pés da bela imagem de Nossa Senhora faz uma pequena prece, dizendo: ”Querida Mãe Santíssima eu  Lhe entrego meu pequeno filho. Ele é todo seu! Faça o que for melhor para ele!”  Nesse momento as mãos de Rodrigo foram ficando aquecidas, um leve rubor foi se espalhando pelos seus lábios e rosto e ele sorriu! Após esse dia ele cresceu forte, nunca mais teve problemas de saúde, que preocupassem seus pais.

016Mas a imprecisão da vida, tal como a um rio, foi desenhando o seu curso, e com isso vitimando acontecimentos fazendo com que uma crise conjugal separasse seus país, e com o tempo eles se embrenhassem em novos caminhos e refizessem suas vidas. Ela com José Orozimbo e ele com Maria do Carmo. Segundo o seu pai, até bem pouco tempo, achava que sua conduta arredia e bastante tímida fosse reflexo de um possível trauma, quando de sua separação com Neuza, apesar de saber que ele recebia o amor de ambos. Tanto que ele transitou toda a sua infância, adolescência e até os dias atuais entre os espaços deles. Quanto a isso eles nunca tentaram confundi-lo com pequenas intrigas, tão comum em casais que se separam e constituem uma nova vida. Não obstante, o tempo fez-se testemunha que sua conduta arredia não era trauma, mas sim, um estado contemplativo da vida e das coisas. Dos relacionamentos de seus pais teve a felicidade de ganhar 07 irmãos, sendo eles: Reinaldo, Rafael, Renato, Euler, Rian, João Cássio e Paulo.

Em tempo vale ressaltar a unanimidade de seus pais, quanto à demonstração de uma felicidade imensurável na sua vocação, para o sacerdócio. Para tanto os problemas enfrentados, certamente se tornarão exemplos de uma memória sentida na pele e não concebida nos livros.

Por João Bosco de Melo.
Dores de Campos, 09 de maio de 2016

maio 25

Maria

001Maria é nossa

Mãe doce,

Amável,

Terna e

Intercessora

Junto a Jesus

Em todos

Os momentos de

Tribulação e

Angústia.

Desde a aparição

Do anjo

Maria disse sim

A Deus,

Confiando em

Sua misericórdia e

Posteriormente

Passou

Por várias

Provações e

Alegrias,

Mas nunca

Esmoreceu.

Maria de muitos

Títulos,

Mas de grande

Missão,

Pois trouxe

O salvador

Ao mundo e

O criou

Com muito

Amor e

Carinho,

Juntamente

Com seu

Esposo José.

A mãe

De Deus

E nossa é

A coredentora

De toda a

Humanidade e

Deve ser

Coroada

Com glórias e

Honras em

Todas as

Oportunidades,

Pois a sua

Disponibilidade e

Confiança

Salvaram

O mundo.

Por Sirlene Aliane – PASCOM

maio 14

Divino Espírito Santo

espirito_santoO tempo pascal é permeado por leituras reflexivas relacionadas com a morte, ressurreição e ascensão do Senhor. No entanto em aparição aos discípulos Jesus aborda várias vezes a vinda do paráclito ou do Espírito Santo. “Mas o Paráclito, o Espírito Santo, que o Pai enviará em meu nome, ensinar-vos-á todas as coisas e vos recordará tudo o que vos tenho dito”. (Jo 14, 26). A vinda do Espírito Santo como promessa de uma vida nova, permeando a comunicação entre Deus e os discípulos de Jesus. O Espírito Santo é como um elo entre os homens e a transcendência divina, pois através do derramamento de seus dons os fieis proliferam os ensinamentos de Jesus pelo mundo afora.

A promessa concretizou-se quando os discípulos estavam reunidos em nome do Pai e todos falaram línguas diferentes e uns se comunicavam com os outros através da unção do Espírito, além de receberem os mais diferentes dons. O Espírito Santo em forma de línguas de fogo ou pomba é apenas a representação dos muitos carismas que foram e são recebidos pelos ungidos de Deus. “Há diversidade de dons, mas um só Espírito. Os ministérios são diversos, mas um só é o Senhor”. (I Co, 12, 4-5). Desde esse dia vários dons foram espalhados no mundo e usados das mais diversas formas. Vários são os dons, mas alguns são classificados como: Fortaleza, Ciência, Sabedoria, Conselho, Entendimento, Piedade e Temor de Deus.

Todos os dons devem ser motivo de engrandecimento do Senhor Deus e não motivo de escândalo ou vergonha e relacionados com a fé viva, de uma igreja atuante em todos os lugares do mundo, com caridade e amor. Segundo uma das mais celebres leituras da bíblia. “Ainda que eu falasse as línguas dos homens e dos anjos, se não tiver caridade, sou como o bronze que soa, ou como o címbalo que retine. Mesmo que eu tivesse o dom da profecia, e conhecesse todos os mistérios e toda a ciência; mesmo que tivesse toda a fé, a ponto de transportar montanhas, se não tiver caridade, não sou nada”. (I Cor, 13, 1-2). Os dons, a fé e a caridade devem ser inseparáveis na unidade da igreja do século XXI, pois somente esses três pilares sustentam a Igreja Católica Apostólica Romana.

Por Sirlene Cristina Aliane – Pascom

Dores de Campos, 08 de maio de 2016

maio 10

50° Dia Mundial das Comunicações Sociais

001

Desde o início dos tempos o homem fez da Comunicação o elo para estreitar relações, quer seja através das fumaças, das marcas em árvores, das pegadas, das escritas em cavernas, enfim, ele sempre insistiu e persistiu nesse propósito, pois intuiu que a convivência e o conhecimento passam por ela. Aqui até bem pouco tempo a comunicação era feita através dos Correios, do alto falante da Matriz, da Rádio América e Jornal do Poste alimentados pelo Sr. Olimpinho Ambrózio, da Rádio do Zé Boizinho, filho da saudosa Dona Eunice. Com a chegada do Pe. Antônio dos Santos, auxiliado por Itamar Urgel é instaurado na paróquia o serviço telefônico e a primeira retransmissora de televisão. Com o tempo a cidade teve vários periódicos e hoje com a Rádio Atrativa, do Sr. Geraldo Vale, e com as redes sociais as notícias chegam a todos, em tempo real. Preocupado com a difusão da Boa Nova de Jesus é criado, em janeiro de 1999, em nossa paróquia, atendendo a uma solicitação da CNBB e de Dom Waldemar Chaves de Araujo, então Bispo Diocesano, a PASCOM (Pastoral da Comunicação). Todo esse propósito foi exaltado ontem, mais precisamente dia 07/05/2016, quando do 50º Dia Mundial das Comunicações Sociais, pelo Pe. Paulo Marcelo, que ratificou de forma competente, ao demonstra em um banner, que Maria é o símbolo primeiro da Comunicação. Em tempo vinculou a maternidade de todas as mães na personagem emblemática e co-redentora da história da humanidade: “Maria” e, nesse ínterim, cumprimentou a todas as mães, pelo seu dia. Logo após dissertou de forma competente, também, o Evangelho de São Lucas (24,46-53) quando este informava em sua contextualização, o fim do Tempo Pascal. Finalizando o Sacrifício da Santa Missa, quando dos ritos finais, foi lida um trecho da carta do Papa Francisco, sobre o Dia Mundial das Comunicações Sociais, a saber:

“E-mails, SMS, redes sociais, chat podem ser formas de comunicação plenamente humanas. Não é a tecnologia que determina se a comunicação é autêntica ou não, mas o coração do homem e a sua capacidade de fazer bom uso dos meios ao seu dispor. As redes sociais são capazes de favorecer as relações e promover o bem da sociedade, mas podem também levar a uma maior polarização e divisão entre as pessoas e os grupos. O ambiente digital é uma praça, um lugar de encontro, onde é possível acariciar ou ferir, realizar uma discussão proveitosa ou um linchamento moral. O acesso às redes digitais implica uma responsabilidade pelo outro, que não vemos mas é real, tem a sua dignidade que deve ser respeitada. A rede pode ser bem utilizada para fazer crescer uma sociedade sadia e aberta à partilha”.

Enfim, como podemos observar e intuir, a Comunicação é imprescindível para a instauração das informações corretas em detrimento da ignorância.

Por João Bosco de Melo

Dores de Campos, 07 de maio de 2016

mar 22

Semana Santa 2016

001Vias Sacras e Setenário das Dores de Maria

001

Na intenção de maturar as nossas boas intenções na espera da Páscoa, a paróquia de Dores de Campos, tem aproveitado o tempo quaresmal, para refletir sobre o que, absurdamente, está acontecendo no mundo e com isso, através de gestos misericordiosos depurarmos de nosso coração todas as misérias que o nondoam. Nessa pretensa vivemos a Via-Sacra de Jesus e o Setenário das Dores de Nossa Senhora, pois em ambos foram elencadas todas as dores desses protagonistas de nossa salvação (Jesus e Maria), dores essas que denunciam de maneira concreta os gemidos emitidos pelo mundo. Em todas essas dores entrevemos a sutileza do poder da morte causada pelo ódio, pela sordidez de nossos atos mesquinhos, que através de nossa ambição esquecemos-nos da máxima da Boa Nova de Jesus: Eu vim para que todos tenham vida e a tenham em abundância. Quiçá, através dessas reflexões, conseguiremos ser dignos de nos intitularmos “Seres Humanos” e não mais vermos famílias sendo dizimadas pelo horror da guerra, se refugiando em países estrangeiros e recebendo desses, humilhações e preconceitos; não mais vermos políticos corruptos roubando todos os direitos de todos; não vermos crianças aliciadas ao mundo das drogas, prostituição e crime; não vermos seres humanos tal qual porcos a chafurdarem nos esgotos e lixões à cata de sobras de alimentos; não vermos o ódio e a mentira dominar nossos paroquianos nesse pleito que se aproxima… enfim que essa quaresma não seja mais uma, tal qual às pretéritas, mas aquela que apontará para todos nós um novo tempo, quando todos poderemos sermos irmãos e sermos gratos a Deus pelo mundo maravilhoso que Ele nos deu, pois tal qual na música que embala a campanha da fraternidade desse ano deveremos intuir e acreditar: O saneamento de um lugar começa por sanear o nosso próprio coração.

Semana Santa

Domingo de Ramos – 20/03/16

001_1Na intenção de vivenciar acontecimentos originários de nossa fé teve início hoje, mais precisamente às 10:00 h, com a benção do Pe. Paulo Marcelo e embalada com o canto de Hosana (termo em latim e hebraico, que significa “salvai-nos, nós te imploramos) a Procissão de Ramos, quando em uma Jerusalém imaginária ramos são levantados para saudar um Jesus, já residente em nossos corações, porém rememorando sua chegada triunfal, ao mesmo tempo rumo ao sacrifício supremo da Cruz. Vale ressaltar que não se deve, nunca, confundir sacrifício com sofrimento, esse último deriva de uma consequência involuntária, enquanto que o primeiro de uma atitude voluntária com o objetivo nobre de remir os nossos pecados. Na sequencia, quando da chegada na matriz, é realizada a leitura do Evangelho de Lucas, rememorado, com isso, o julgamento de Jesus e a fraqueza de Pilatos , totalmente, vulnerável ao ódio de uma malta ensandecida, pelas intrigas de Caifás. Mostrando com isso que as mesmas mãos que se erguem em louvor são as mesmas que num gesto simbólico de covardia, o de lavar as mãos, decidem uma condenação.

À noite aconteceu o transporte de Jesus, encoberto por um pano matizado pela paixão, para a capela Nossa Senhora do Rosário.

Segunda-Feira Santa – 21/03/16

001Missa e Rasoura de Nosso Senhor dos Passos

E assim começamos mais um dia santo com a celebração da Santa Missa na igreja do Rosário, pelo nosso pároco Paulo Marcelo que nos fez refletir à sombra do Evangelho Jo 12,1-11 do milagre realizado na vida de Lázaro que fora ressuscitado dos mortos e da ambição desmedida do discípulo Judas Iscariotes que deixou a maldade e a traição dominarem seu coração que os levara ao fim trágico. Será que muita das vezes em alguns momentos de nossas vidas não nos impregnamos do papel de Judas Iscariotes? Mas a Misericórdia de Deus sempre nos alcança para também assumirmos a condição de Lázaro,ou seja,a ressurreição do pecado.

Procissão do Encontro

A procissão do encontro é sempre um dia de grande piedade e devoção para o povo dorense, que espera ansiosamente pelo sermão do encontro de Nossa senhora com seu amantíssimo filho Jesus. Nessa linda noite, de lua cheia, do dia 21 de março, a população dorense lotava a Av. Governador Valadares,como em todos os anos passados, quando do alto do púlpito o Reverendíssimo padre Javé Domingos da Silva da paróquia de Minduri, começava o sermão a denominando de via dolorosa da paixão de Cristo e comparava tal via como a do ser humano e nos processos dolorosos de sua existência.

Desde o seu nascimento Jesus estava predestinado a nos salvar, mas precisou de uma família, do ventre de sua mãe Maria.O menino Deus nasceu e cresceu em uma família onde exercitava o trabalho de carpinteiro com seu pai adotivo José, o qual foi um grande exemplo em sua vida terrena. O padre Javé comparou Jesus com a nobre palavra amor e dizia que depois de ingressar em sua vida pública, profetizou, rezou, curou e fez o bem por todos os lugares por onde pregava, gerando sentimentos fraternos e de amizade com os seus amigos e discípulos. Mas ao mesmo tempo despertou o ódio nos doutores da lei das sinagogas judaicas, pois ele pregava o amor e a vida eterna ao lado de seu Pai no Céu e os judeus não aceitavam seu lado divino. Esse homem que pregava o perdão foi caluniado, humilhado, flagelado e crucificado entre dois ladrões. Sofreu todas as dores, para salvar os pecados da humanidade. Mas como dizia o padre Javé o amor e a dor são contrários, porém andam, sempre, juntos.

Esse mesmo Jesus que sofreu tantas dores em seu caminho para o calvário encontrou com sua mãe Maria, que o procurava desde a noite anterior, em todos os cantos, pois sabia que tinha sido preso e estava sofrendo vários tipos de tortura. O encontro da mãe Maria com Jesus foi emocionante, pois ela que o viu nascer na manjedoura e o ensinou tantas coisas, agora o via coberto de chagas. O nobre padre comparou esse encontro com tantos, entre as mães e filhos nos dias atuais, quando essas encontram seus filhos, depois de tanto os procurar, por vários lugares, muitas vezes doentes, drogados ou mesmo mortos. Tantas Marias que sofrem dores com o desprezo de seus maridos, violentadas em seu próprio lar e muitas vezes mortas.

Finalizou o seu profundo sermão abordando novamente a junção do amor com a dor, no cuidado do filho com seu pai, na doença ou mesmo no auxílios e visitas a outros doentes da comunidade, nas visitas aos presos em confinamento, a doação de uma palavra amiga a um depressivo. Esses encontros são os próprios encontros com Jesus. Devemos nos encontrar com Jesus cotidianamente em todos os momentos de nossa vida, nos momentos bons e ruins, no amor e na dor. Como dizia São João: Deus é amor e São Francisco de Assis, o amor morreu por nós, esses nobres homens vislumbraram em Jesus a própria personificação da palavra Amor.

Após o Sermão do Encontro de Jesus e Maria a procissão segue com destino ao patíbulo denominado Gólgota, encenado no presbitério da Matriz, quando Pe. Javé encerra a crucificação de Jesus, dizendo que a cruz não pode ser denominada como fracasso e sim o sacrifício supremo para a Salvação de todos nós, pobres mortais!

Terça-Feira Santa – 22/03/16

001Hoje, após a Celebração da Penitência dos Casais e da Santa Missa das Famílias, Maria sai em procissão pelas ruas, em representação, de uma Jerusalém distante, em soledade com a sua dor vai traçando o seu caminho no mundo e contagiando a todos, através dos bons propósitos de sua alma. Parafraseando as palavras de Pe. Javé Domingos, quando do Sermão do Encontro, Maria representa o protótipo das dores de nossos corações e estendendo a essa fala vale ressaltar as palavras tão inspiradas de José Luis Martín Descalzo, na obra: “Diálogos da Paixão”, quando narra um dos muitos diálogos de Maria com Jesus “…Faz muitos anos, filho, que eu conheço esse deserto. Ser homem é pressenti-lo, ser mulher é pressenti-lo duplamente. Quando geras um filho te crês, por um momento, ser fabricante de vida, mas as próprias dores do parto te dizem que é a morte o que acabas de gerar, que dás à luz o fugitivo e que te saem do ventre pedaços de vida e morte, embaralhados.Todas as mães sabem que dão à luz aprendizes de morto. Mas eu cri, apesar de todas as evidências que me afligiam a alma, que ao menos Tu serias diferente. Se nasceu Deus, por que hás de ser mortal… Com certeza em seu silêncio dorido Maria ia pensando nesse diálogo. Maria, sempre, soube o destino de seu filho, pois nunca esquecera a profecia que o velho Semeão lhe dissera a tantos anos atrás: “Esse Menino será causa de queda e soerguimento e uma espada de dor traspassará o seu coração”. Talvez tentasse acreditar ser isso uma profecia mal explicada, mas, contudo tais conjecturas era um ledo engano, pois sabia o propósito de sua vida. E nessas divagações Maria chega à sua casa, a Capela do Rosário.

Quarta-Feira Santa – 23/03/16

001_2Na quarta-feira Santa, aconteceu a confissão e páscoa dos jovens e solteiros. Após a missa os devotos foram saindo em procissão com a imagem de Maria, quando o cortejo foi parando em vários passinhos, espalhados pelas ruas, onde a orquestra fazia homenagem solene, na representatividade da solidão ou soledade dessa Mãe que procura seu filho pelas ruas de Jerusalém em profundo desespero e dor. A mesma mãe que o acalentou nos braços na manjedoura em Belém, que o cobriu com seu carinho em toda sua infância e juventude. Maria deve ter sentido um grande vazio ao vislumbrar que seu filho tão amado estava sofrendo tantas humilhações e torturas. Tantas mães modernas tentam resgatar seus filhos em lugares sombrios, escuros e muitas vezes não conseguem mais encontrá-los.

Padre Fábio de Melo afirma que quem perde pai e mãe é órfão, o esposo viúva, a esposa viúvo, mas para a perda de um filho não existe denominação, diante de tamanho sofrimento e amargura. Nossa Senhora sentiu a mesma dor de milhares de mães, que perdem seus filhos das mais diversas formas, violência, doença ou mesmo de fome. Padre Paulo em suas homilias vem afirmando que a missão de cada um não termina diante da morte do outro. Assim depois do luto do filho as mães continuam cumprindo sua jornada existencial. Mesmo que a dor seja tamanha e sem uma cura aparente, a maioria segura na mão de Deus e de Maria, os quais não abandonam seus filhos nos momentos de dor e aflição.

Quinta-Feira Santa – 24/03/16

001Quinta-feira dia em que se inicia o Tríduo Pascal, quando logo de manhã na Missa dos Santos Óleos, na Catedral Nossa Senhora do Pilar, em São João del Rei, o casal: Marcos e Cecília foi indicado a representar a paróquia Nossa Senhora das Dores, com a missão de trazer os Santos óleos: Óleo dos Catecúmenos, Óleo dos Enfermos e Óleos do Santo Crisma. A intenção dos Santos Óleos é o de fazer o rosto de uma pessoa brilhar, quando nele passado e consagrá-la a Deus. À noite na pretensa de vivenciar a Instituição da Eucaristia, doze jovens crismandos foram convidados a representarem os doze apóstolos (no Lava Pés), que entre risos, próprios da mocidade, foram tomando conhecimento de cada personagem, que lhe era emprestado, e dos acontecimentos, que adviriam daquela última ceia (Instituição da Eucaristia). Quando no Jardim de Getsêmani ocorre um fenômeno, hoje explicado pela medicina: hemaditrose, diante do sofrimento prestes, causado pela “traição de Judas” Jesus sua sangue, mostrando-nos com isso, a sua natureza frágil/humana. A esse episódio é bom ressaltar, valendo da grande obra “A Última Tentação de Cristo” do escritor grego Nikos Kazantizakis, quando o mesmo, baseado em escritas antigas e evangelhos apócrifos, observa um fato curioso: a traição de Judas era algo predestinado a acontecer, era algo destinado a esse (Judas), tanto que existe um diálogo implícito entre Judas e Jesus, quando esse o ordena: Vá e faça o que tem de fazer! A isso Judas obedece, porém por não entender a extensão desse gesto, comete um crime horrendo aos olhos de Deus: o suicídio. Aproveitando o ensejo, essa obra pontua, corretamente, aquilo que Pe. Paulo Marcelo vem observando nas homilias das missas, das últimas Semanas, sobre o SESe Ele não tivesse entrado em Jerusalém, talvez não tivesse morrido. A obra mostra os caminhos da humanidade, através de um delírio, SE Jesus Cristo tivesse abandonado o Sacrifício da Cruz. É algo que devemos pensar: O que aconteceria à minha família SE eu for motivo de escândalo? Com certeza, tal qual a um efeito dominó, ela cairia. Para tanto todos esses acontecimentos, que estão sendo vivenciados e refletidos, não são por acaso, eles têm a função de nos fazer intuir, que tudo no mundo está interligado, não existindo fato isolado.

Sexta-Feira Santa – 25/03/16

001É fato que não se pode entender como o Filho de Deus ou o próprio Deus se fazendo de Filho e nesse movimento perfazendo a Trindade Santa, se entregou como Cordeiro, para remir os pecados da humanidade! Há nisso um grande mistério, que a lógica dos homens não pode desvendar. Creio, também, que há nisso o exemplo de até onde a vilania humana pode chegar, através de uma liberdade em que não se mede as conseqüências. Tudo é uma questão de deslizes identificados por muitos como pequenos pecados, para tanto há que corrigi-los, quando observa ser a Família a panacéia a curar esse mal, como asseverou, tão bem,  hoje na Adoração da Cruz (Vaticano) Frei Raniero Cantalamessa, pois nessa se identifica as pequenas marcar, que formatarão ao longo dos anos o caráter de seus membros. Como estamos observando o desenvolvimento da história da Salvação ao longo dessa semana Santa, podemos constatar que Jesus Cristo é oriundo de uma Família, formada por José e Maria, alicerçada em intenções responsáveis e saudáveis, escolhida por Deus na formação do caráter Deste.

Ontem, mais precisamente na Missa do Lava Pés, o diácono Rodrigo observou, muito sabiamente, que somos, em decorrência de nossa natureza humana, vulneráveis demais e, para tanto não podemos ter a pretensão de ser super-homens. Em tempo me lembrei da grande obra de Fiedrich Nietzsche “Assim falava Zaratrusta”, esse observa que o propósito do homem é o de superar a si mesmo, tornando-se “Super-homem”. A isso podemos afirmar que Jesus superou com o sacrifício, não com o sofrimento, apesar de esse ser decorrência do primeiro, a superação de toda a mediocridade dos homens.

Ao tentar ridicularizar a excelência de Jesus  colocando-o entre o bom ladrão (Dimas) e ao mau ladrão (Gestas), Pilatos apenas confirmou que Jesus é o equilíbrio perfeito. Nessa passagem podemos asseverar que Jesus, sempre, nos recompensará futuramente, quando de nossos bons propósito, pois nessa Semana ao assistir o filme “A Sagrada Família”, totalmente baseado nos Evangelhos Apócrifos, destaquei uma cena que, quando estavam no exílio, Jesus e José são seqüestrados por dois ladrões com o intuito de ganhar dinheiro, uma vez que esses descobriram os pequenos milagres derivados de Jesus. Quando Esse se nega a fazer os milagres solicitados, eles decidem matar José, ao que um dos ladrões se interpõe a esse ato, deixando-os livres. Nesse instante o bom ladrão olha para Jesus e diz: Espero que um dia você se lembre de mim! Quem era esse “bom” ladrão? Creio que não seja preciso denominá-lo.  É claro que não devemos ser bons, com o sentido de barganhas, mas sim com o firme propósito de seguir os ensinamentos contidos na Boa Nova de Jesus. Mais do que pretendermos ser bons, devemos ser previdentes com o nosso jeito de agir e, principalmente, com aquilo que proferimos, pois quando do Sermão das Sete Palavras, Pe. Dirceu asseverou que a palavra tem a força de erguer um homem, como o de, também, derrocá-lo.

Em tempo vale observar, caríssimos paroquianos, que estamos em um ano de elição, quando os ânimos das pessoas se exaltarão, através das palavras. Consoante a isso devemos nos lembrar das palavras de Jesus no alto do madeiro, quando instituiu, através de Maria e João, uma só Família: Mulher, eis ai Teu filho! Filho eis ai tua Mãe!

Sábado Santo – 26/03/16

001Após a morte de Jesus Cristo houve uma pequena fuga da esperança nos corações, totalmente vulneráveis, dos seus discípulos, quando as trevas do medo voltaram a reinar, pois a morte de Jesus pareceu um fracasso, sem a vitória, ainda da Ressurreição. Para tanto a Vigília Pascal tem o propósito, com a Luz de Cristo, dissipar todos os medos guardados nos muitos corações, talvez propiciados pela insegurança, uma vez que ainda somos, tal qual o personagem Zaratrusta (Nietzsche) malabares de uma frágil corda sobre o abismo, cujo caminhar é totalmente solitário, devido a incredulidade. Então a Vigília Pascal, num ambiente totalmente sombrio, vai fazendo memória, através das leituras, do processo da salvação, iniciado com a criação em Gênesis, passando pelo Êxodo e terminando no novo testamento com o Evangelho de João, no qual, segundo Pe. Paulo Marcelo, esse não faz referência a Maria, quando da investigação do sepulcro vazio, pois Ela foi a primeira que creu, sem o testemunho de provas. Que grande lição, para nós que somos portadores de uma fé tão oscilante! Nesse momento as luzes dissipam a escuridão reinante, pois é anunciada, através de Maria Madalena, a ressurreição de Jesus! A isso os sinos começam a repicar na intenção de anunciar: Jesus venceu a morte! Jesus venceu a morte!

Domingo da Ressurreição – 27/03/16

001No dia 27 de março de 2016, comemora-se a páscoa do Senhor Jesus. Na primeira missa do dia o Revmo. Padre Paulo inicia a homília recordando a quaresma e a semana santa, como um tempo que antecede à ressurreição de Cristo e provido de um significado especial, pois é nessa época que os cristãos fazem jejuns e outras penitências com o propósito de mudança em sua vida temporal e espiritual. Os cristãos que seguem as reflexões bíblicas da quaresma, que é denominado de tempo forte da igreja, têm a oportunidade de renovar-se em todos os aspectos. Outro ponto importante abordado foi o significado do ovo de páscoa, que representa o nascimento ou a ressurreição de Cristo e de cada pessoa que se renovou em sua fé.

O evangelho de São João (Jo 20, 1-9) demonstra que os seus discípulos bem como Maria Madalena não tinham entendido o propósito de morte e ressurreição de Jesus e vão ao túmulo procurar Jesus. No entanto não o encontram, pois o Senhor tinha ressuscitado dos mortos. Maria sua mãe não o procurou na sua sepultura, diante do entendimento das palavras de seu filho salvador do mundo. Nossa Senhora encontrou com Jesus em uma das aparições aos discípulos, mas a mesma tinha entendido sua missão aqui na terra, na qual teve suma importância ao o ter em seu ventre materno e o criar com todos os cuidados de uma mãe zelosa.

Em suas pregações Jesus já afirmava “Eu sou a luz do mundo”, e essa máxima foi confirmada com a sua ressurreição, pois ele venceu a morte com coragem e amor. Quando todos já tinham perdido a esperança, como ele mesmo tinha dito, ressuscitou no terceiro dia. A luz no fim do túnel é a certeza da ressurreição de Jesus e de toda a humanidade. Depois da morte o ser humano é levado à presença do pai e o túmulo fica vazio. Ao rezar para os fieis defuntos temos que pedir somente pela alma, pois o corpo já se encontra em decomposição.

No fim da tarde aconteceu a missa, procissão, quando Nossa Senhora sai toda de branco pelas ruas, cor essa que representa alegria de constatar a glória de Jesus e ao final benção do Santíssimo na igreja matriz, quando todos os fiéis puderam tocá-Lo.

Texto e Fotos – Pastoral da Comunicação (PASCOM)

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