jun 23

Caminhada ao Morro do Livramento

001Se observarmos os relatos sobre a vida de Jesus, nas Sagradas Escrituras Sagradas, constataremos que, sempre, quando Ele queria ter uma intimidade com Deus, o fazia no alto de um monte, longe de todos, longe de tudo que O podia distrair. Então nesta manhã muito fria, quando os termômetros marcavam uma temperatura muito baixa e a neblina se fazia presente uma grande multidão de fiéis, também, se fez presente defronte a Matriz Nossa Senhora das Dores, atendendo aos apelos de Pe. Paulo Marcelo e Pe. Dirceu Oliveira (pároco de Prados) para, tal qual Jesus, subir o Morro do Livramento e, através do Sacrifício da Santa Missa estabelecer uma intimidade de escuta, de rogos e agradecimento com Deus. Defronte a turba presente, Pe. Paulo Marcelo abençoou a todos e começou, através das Ave-Marias, a meditar o Mistério Glorioso e de quando em quando fiéis iam-se somando à caravana no objetivo de rumar ao destino já sabido, Morro do Livramento. Durante todo o trajeto estabeleceu-se conversas amigáveis, quando todos iam trocando impressões dos últimos acontecimentos, observando a paisagem rural e respirando o ar puro.

Assim que chegamos fomos recepcionados pelos acordes do Coral NEC a entoar… Maria, Maria é um dom, uma certa magia, uma força que nos alerta… e antes de nos posicionar para a espera da Missa fomos até a Capela agradecer à Maria, a Senhora do Livramento de nossas dores, de nossas apreensões. Assim que a caravana da cidade de Prados chegou, teve início ao Sacrifício da Santa Missa, quando a mesma foi concelebrada pelos padres: Paulo Marcelo e Dirceu Oliveira. Também estava presente o seminarista Daniel (Minduri). Ao homiliar o Evangelho Padre Dirceu Oliveira asseverou, embasado em um conhecimento profundo das escrituras, que Cristo não é sobrenome de Jesus, pois o mesmo significa o ungido, o que foi marcado por Deus. E explicou, se reportando ao hebraico, que o nome de Jesus é: Yeshua bem Yosephf (Jesus filho de José), nos dando a impressão, que ao designá-lo filho de José, Deus o tornou comum às dores humanas, ao sacrifico da Cruz. E para tanto todos nós deveremos carregar a nossa Cruz até o fim de nossa jornada. Em tom jocoso asseverou que muitos, hoje em dia, rogam ao Senhor uma Cruz de isopor, porém relembrou, de maneira assertiva, uma frase do cônego Luiz Giarola Carlos (in memorian), a saber: Quando nós carregamos a nossa Cruz com amor e resignação ela se torna mais leve, ao passo se a carregamos com murmurações ela se torna pesada, muito pesada.

Ao final foi solicitado de cada fiel, ali presente, que fechasse os olhos e pensasse em pessoas que necessitam de preces. Dando sequência houve a benção final, quando todos puderam voltar para as suas casas, com a certeza, de que foram partícipes de um domingo, verdadeiramente, Santo.

Texto: João Bosco de Melo – Pascom

Fotos: Nairon Neri Silva – Pascom

Dores de Campos, 19 de junho de 2016

jun 13

Oração de Agradecimento

oracao_agradecimentoAgradeço a Deus todos os dias pelas pernas que me levam a todos os lugares que desejo, os meus braços que são a minha ferramenta de trabalho e diversão, as minhas mãos para redigir palavras que confortam as pessoas e oram aos céus, os meus olhos que me possibilitam enxergar a beleza da criação, os ouvidos que me fazem escutar os mais diversos sons da natureza e do planeta, a boca que me permite falar das maravilhas do altíssimo, o nariz que me permite sentir o cheiro das flores, o meu coração que bate todas as vezes que estou diante de ti e o meu espírito que sente sua presença a todo o momento, mesmo que não esteja orando. Senhor desculpe pelos dias que me esqueci de te agradecer pela dádiva da minha vida terrestre, a qual é frágil, mas é toda sua, pois estou aqui para cumprir uma missão que te pertence. Amém!

Por Sirlene Aliane – PASCOM

maio 30

Primeira Missa do Pe. Rodrigo

001Etimologicamente a expressão Padre, advém do latim Pai, aquele que cuida, aquele que sugere o melhor caminho a se seguir. E é imbuído desse sentimento que nós nos deixamos orientar, pois reconhecemos nele a intermediação (sobrenatural) exata entre o Pai e nós. E ontem, mais precisamente dia 28 de maio de 2016, Rodrigo com o SIM tornou-se noivo e consequentemente o pai de muitos. Consoante a isso é necessário intuirmos que esse SIM está, totalmente, imbuído de coerência, quando não se permite voltar atrás ou titubear. A isso podemos observar o SIM de Maria, que em meio a uma Jerusalém perversa, mesmo sem saber o que adviria, foi firme, não vacilou, pelo que constatamos, ate então, podemos ficar tranqüilos, pois o sim de Rodrigo contou com a determinação de vários anos de estudos e reflexões, quando sua determinação era posta em cheque, em todos os momentos. Para tanto ele teve a total liberdade entre o SIM e o Não, ao contrário das muitas outras vocações anteriores, quando a conquista do presbiterato era fruto de uma vontade e promessa dos pais.

Ao homiliar nos muitos Sacrifícios da Santa Missa, Pe. Paulo Marcelo asseverou que estar só consigo mesmo, não significa solidão, ao contrário dos que muitos pensam, mas sim estar à disposição de Deus no exercício da escuta e ter condições de assimilar nessa escuta a panacéia que irá aliviar as dúvidas e as aflições dos muitos corações. Consoante a isso podemos observar em Rodrigo, através do seu silêncio/timidez, uma predisposição para o exercício da escuta.

Se observarmos atentamente, constataremos que ontem não foi o dia mais importante da vida de Pe. Rodrigo, apenas um dia, quando as condições foram lhes dadas, mas hoje sim, hoje ele pôde ministrar o exercício de tantos anos, hoje ministrou o 6º Sacramento da Igreja Católica, o da Ordem, desse ele pôde consagrar a Eucaristia, perfazendo o sobrenatural de nossa fé, transubstanciar o Pão e o Vinho em Corpo e Sangue de Cristo, além de ministrar outras ordens, impossibilitadas até então.

Foi bonito vê-lo conduzir o Sacrifício da Santa Missa, mais ainda, foi vê-lo em sinal de gratidão, deixar o Diácono Noel, Diácono Permanente da nossa Diocese, e Pe. Paulo a homiliar. Este aproveitando o ensejo, ao invés de discorrer sobre o Evangelho de São Lucas, preferiu discorrer sobre sua convivência com Pe. Rodrigo, em tempo aconselhou-o a ficar atento, sempre, para não ser tragado pela arrogância e pela vaidade, tão comum no ser humano e exaltou a beleza do lema escolhido por este: Pela caridade, colocai-vos a serviço um dos outros. Compartilhou, também, esse momento com Pe. Luiz Eduardo, Monsenhor Juvenal e Pe. Eduardo.

A assembléia composta de seus pais, irmãos, parentes e amigos fervorosamente o aplaudiu, por diversas vezes, tamanho era o contentamento observado. Ao final ele renovou a consagração de sua vida à Nossa Senhora da Piedade, já que a primeira vez foi feita por sua mãe, quando de seus 02 meses de idade.

Vale destacar os belos versos que embalou a sua entrada triunfal pela nave, totalmente, pertinente para o momento:

Mas eu escolho Deus! Eu escolho ser amigo de Deus! Eu escolho Cristo todo dia! Já morri pra minha vida e agora eu vivo a vida de Deus!”

Caro Rodrigo, ou melhor, Reverendíssimo Pe. Rodrigo Coimbra Ladeira, que Deus lhe permita serenidade, alegria em todos os momentos de sua vida. E que a humildade seja algo perene!

Que a Sagrada Família seja o exemplar de conduta e a sua companhia!

Por João Bosco de Melo

Dores de Campos, 29 de maio de 2016

maio 28

Ordenação do diácono Rodrigo Coimbra Ladeira

001No dia 28 de maio de 2016, às 09h00min da manhã de sábado, na quadra do Dorense Clube, aconteceu a ordenação presbiteral do diácono Rodrigo Coimbra Ladeira, um digníssimo filho da terra, que mediante a uma disciplina rígida, porém fervorosa se predispôs a aceitar com vários sins, às condições imposta pela Igreja Católica Romana. Ao som da Sociedade Musical São Sebastião e em meio a uma quadra lotada de conterrâneos e visitantes das cidades circunvizinhas, o evento teve inicio com a entrada de padres, diáconos e seminaristas, para concelebrar com Dom Célio o cerimonial. Em todo o tempo várias preces ressaltaram a graça da unção de um sacerdote, para a igreja de Cristo.

021Na intenção de aconselhar Rodrigo na sua nova função, a de pastoreio da Igreja Católica, Dom Célio ressaltou, como regra a ser cumprida, a vocação dos religiosos e dos leigos, pois cada um tem sua função na igreja católica e na sociedade. Exaltou a importância de um padre dentro da comunidade, tanto na acolhida e libertação dos fieis que carregam em si as prisões, que intimidam sua alma, quanto nos trabalhos voluntários. Ressaltou, também, a importância da escuta, aos clamores de suas ovelhas, pois essa é a função principal do pastor na comunidade paroquial em que atua. Segundo o bispo se a ordenação de um padre é uma grande satisfação, para o próprio ungido, com toda a certeza deverá ser muito mais para a igreja e, consequentemente, para os fiéis que nela atuam. Também, conclamou a população a rezar, para as futuras vocações da igreja católica.

028Em seguida Rodrigo prostrou-se no altar e várias preces foram rezadas e vocadas, através da ladainha, a diversos santos e beatos da igreja, em sinal de humildade e submissão aos votos, que estavam sendo ali consagrados. Obedecendo aos rituais, a imposição das mãos sobre Rodrigo, foi acontecendo, através, de todos os padres presentes, sob a escuta de uma bela prece de ordenação, proferida pelo bispo. Dando sequencia aconteceu a entrega das vestes presbiterais e da unção das mãos do diácono, um gesto simbólico da entrega aos serviços do Senhor Jesus Cristo. Posteriormente aconteceu a entrega do pão e do vinho, a consagração e os rituais próprios da missa, inclusive a comunhão de todos os presentes, esta concedida pelos padres presentes.

039Ao final da cerimônia, o já consagrado, padre Rodrigo, agradeceu a todos que o ajudaram em sua caminhada rumo ao sacerdócio, tanto aos padres, quanto aos leigos e, de maneira especial, agradeceu ao Padre Paulo Daher Gomes Filho, testemunhado ser este o grande incentivador de sua vocação e inserção no seminário. Ressaltou o apoio e a amizade do Padre Fábio Rômulo Reis, seu atual parceiro na paróquia de Resende Costa, e ao povo dessa cidade que lhe dispensa tanto carinho e respeito, nesse pouco tempo de convivência. Agradeceu também à sua família, na pessoa de sua mãe Neuza Coimbra, de seu pai Inácio Firmiano Ladeira, e aos seus 07 irmãos, pelo apoio incondicional. Padre Paulo, também, proferiu algumas palavras, destacando a nobre vocação do padre Rodrigo e o processo de maturação em sua caminhada sacedortal, do menino tímido e humilde, ao sacedorte ungido por Deus. Após a benção final, proferida por vários padres, inclusive pelo estimado Rodrigo, o mesmo recebeu os cumprimentos de amigos e familiares.

074Vale a pena ressaltar, que em uma cerimônia de tanta emoção, a presença da orquestra regida pelo músico Silas acrescentou um tom solene e sublime, tornando-se imprescindível ao evento.

Dores de Campos, 28 de maio de 2016

Texto: Sirlene Cristina Aliane – PASCOM

Fotos: Nairon Neri Silva – PASCOM

maio 28

Solenidade de Corpus Christi

001O dia de Corpus Christi é uma data muito importante para a igreja católica, pois a comunhão é algo fundamental para o ser humano, que recebe o próprio Cristo em suas entranhas, em sua vida. A procissão de Corpus Christi em Dores de Campos foi marcada pela devoção dos fieis e pelos enfeites das ruas, que deram uma prova da disponibilidade dos cristãos com a igreja. A adoração com a presença da orquestra foi um momento de grande contrição, em meio às diversas paradas, sendo Santíssimo conduzido, através das principais ruas, pelas mãos do diácono Rodrigo. Até o fim da procissão, observou-se grande aglomeração de pessoas que se mostraram devotas e contritas. A missa foi celebrada dentro da matriz, mas antes de iniciar, o Reverendíssimo Pe. Paulo com muito entusiasmo elevou o Santíssimo e os fieis bateram palmas e gritavam efusivamente, no silêncio de seus corações, o nome de Jesus.

033

O Pe. Paulo iniciou a missa afirmando que Jesus é a luz do mundo e O comparou com o sol que iluminou todo o cortejo. Em sua homília falou da importância da comunhão e citou Santo Tomás de Aquino: “A comunhão é um alimento”, o que significa que alimentamos nossa alma, a nossa fé com a Mesma. Abordou com muito entusiasmo a importância da comunhão e o vinculo Desta com ordenação do Rodrigo, que através da ordem consagra a hóstia e se torna o pastor das ovelhas de Cristo e essa missão é impregnada de louvores, mas também de muita responsabilidade.

Texto: Sirlene Aliane – PASCOM

Fotos: Nathan Silva – PASCOM

maio 28

Tríduo de Ordenação do Diácono Rodrigo

ordenacao_rodrigo1º Dia – Quarta-Feira

001Como é sabido de todos, Tríduo Pascal vem do latim: Triduum Paschal, que é composto de três dias, que antecede a Páscoa. É um dos momentos mais fortes da igreja, pois os mesmos nos leva a refletir, sobre os nossos objetivos, nossa conduta nessa vida e se os mesmos estão condizentes com a Boa Nova apregoada por Jesus Cristo. Se pararmos para observar, poderemos constatar nesses três dias, exatamente ao meio dia (12:00 h) o repicar insistente dos sinos, tal qual a um muezim a anunciar momentos de oração e reflexão e um novo momento especial, um novo momento festivo, a ordenação de Rodrigo Coimbra Ladeira a Presbítero.

Para compor os três dias foi convidado a presidir o primeiro ofício da Santa Missa o Reverendíssimo Pe. Fábio Rômulo Reis (Resende Costa) que em um primeiro momento asseverou que a palavra, para ter eficácia, tem que perpassar por nosso íntimo e iluminar recantos sombrios, pois só assim seremos capazes de obter uma intimidade com Deus. Ao homiliar o Evangelho Mc 10, 32-45, traça um paralelo da maioridade da fé, de Jesus e Rodrigo, quando o Primeiro vai para Jesusalém em obediência ao Pai, mesmo sabendo o que iria lhe acontecer e o último, com a mesma idade, abraça a fé de maneira plena, mesmo sabendo das provações que advirão na trilha desse caminho. Em seguida, baseado na primeira leitura 1Pd 1, 18-25, ratificou que a verdadeira fé, quando abraçada com seriedade e responsabilidade, é mais valorosa do que o ouro e a prata. Ao final elogiou a boa conduta, até então, do quase Pe. Rodrigo, exaltando a sua curiosidade aos menos favorecidos e profetizou que ele será um excelente representante da Igreja Católica Romana.

Por João Bosco de Melo

2º Dia – Quinta-Feira

001O dia de Corpus Christi é uma data muito importante para a igreja católica, pois a comunhão é algo fundamental para o ser humano, que recebe o próprio Cristo em suas entranhas, em sua vida. A procissão de Corpus Christi em Dores de Campos foi marcada pela devoção dos fieis e pelos enfeites das ruas, que deram uma prova da disponibilidade dos cristãos com a igreja. A adoração com a presença da orquestra foi um momento de grande contrição, em meio às diversas paradas, sendo Santíssimo conduzido, através das principais ruas, pelas mãos do diácono Rodrigo. Até o fim da procissão, observou-se grande aglomeração de pessoas que se mostraram devotas e contritas. A missa foi celebrada dentro da matriz, mas antes de iniciar, o Reverendíssimo Pe. Paulo com muito entusiasmo elevou o Santíssimo e os fieis bateram palmas e gritavam efusivamente, no silêncio de seus corações, o nome de Jesus.

O Pe. Paulo iniciou a missa afirmando que Jesus é a luz do mundo e O comparou com o sol que iluminou todo o cortejo. Em sua homília falou da importância da comunhão e citou Santo Tomás de Aquino: “A comunhão é um alimento”, o que significa que alimentamos nossa alma, a nossa fé com a Mesma. Abordou com muito entusiasmo a importância da comunhão e o vinculo Desta com ordenação do Rodrigo, que através da ordem consagra a hóstia e se torna o pastor das ovelhas de Cristo e essa missão é impregnada de louvores, mas também de muita responsabilidade. Ressaltou a humildade e simplicidade de Rodrigo, atributos que já conquistaram o povo de Resende Costa, paróquia na qual já está a seis meses, trabalhando. Concluiu abordando a evolução espiritual e pessoal do diácono, percebida por todos que convivem com ele, pois de um tímido menino tornou-se um orador firme em seus propósitos. Padre Paulo mostrou-se bastante entusiasmado com a ordenação do Rodrigo e com as próximas vocações dorenses, já conhecidas por todos os presentes.

Por Sirlene Aliane

3º Dia – Sexta-Feira

001Finalizando os três dias de preparação para a ordenação a Presbítero do diácono Rodrigo, foi convidado conjuntamente com 10 Seminarista, de Juiz de fora, Pe. Antônio Carlos. Uma vez, estando este, no presbitério se apresentou como sendo companheiro de jornada do Pe. Paulo no Seminário, e para tanto expressou felicidade pelo convite. Uma vez estando a homiliar, enalteceu de forma assertiva todas as qualidades de Rodrigo, observada até então, asseverando a condizência delas com o proposto por Cristo. Porém, em meio aos elogios, aconselhou a Rodrigo ter uma vida de oração, pois em meio a esse mundo bicudo, onde o mal campeia, somente a oração lhe dará o escudo e a serenidade necessária para seguir em frente. Ao final Rodrigo agradeceu a todos, de forma simples, porém extravasando em sua voz trêmula, uma gratidão inquestionável.

Por João Bosco de Melo

maio 25

Trajetória de Rodrigo Coimbra Ladeira

010O menino humilde denominado Rodrigo Coimbra Ladeira, filho de Inácio Firmiano Ladeira e Neuza Teixeira Coimbra, sempre teve o apoio dos pais, dos irmãos e toda sua família em sua trajetória vocacional. Desde os 12 anos de idade ajudava na igreja da paróquia de Nossa Senhora das Dores, na época do pároco José Roberto. Estava presente na sacristia e nas badaladas do sino, em festas da padroeira e semana santa, sempre que precisavam dele. Apesar de nunca ter sido coroinha. Quando via os padres celebrando, começou a sentir vontade de ser padre.

A primeira vez que falou com um padre da sua vontade, foi com o padre Fábio, mas não tinha os estudos necessários, que seria o ensino médio completo. No entanto não desistiu de seu sonho, procurou o Pe. Paulo e confidenciou a sua vontade e foi o momento que se sentiu mais tocado que seu sonho poderia ser realizado concretamente, pois o padre disponibilizou a ajuda da paróquia. Afirma que o padre Paulo foi dos incentivadores mais diretos de sua trajetória.

Disse que nunca teve dúvidas quanto a sua vocação no seminário, mas quanto às dificuldades financeiras. O povo de Dores sempre o ajudou com roupas, sapatos, tudo que precisava, confessa: “Nunca faltou nada”. Desde antes de sua ida para o seminário o povo o ajudou, ele agradece a todos na pessoa do padre Paulo. Relata feliz que o padre Paulo o encaminhou para o seminário e estará na paróquia na ordenação, ajudando nos preparativos.

A partir da conversa com o padre, tomou todas as providências e iniciou seu caminho frequentando um supletivo do ensino médio que tem parceria com o Centro de Ensino Superior de Juiz de Fora (CES) e paralelamente frequentou um curso introdutório no Seminário São Tiago em São João Del-Rei em 2007, iniciou a faculdade de Filosofia na Universidade Federal de São João Del-Rei (UFSJ) em 2008 e o curso de Teologia no Seminário Santo Antônio também pertencente ao CES, no ano de 2012. Foram nove anos de estudo, uma vida.

Relata que através do curso de Filosofia, aprendeu a conviver melhor com as pessoas, o que o auxilia na vida pastoral em comunidade. Os questionamentos e dúvidas do curso de Filosofia não o inquietaram, pois já estava no seminário, tinha uma vida de oração. No entanto o curso de Filosofia foi uma grande base para o curso de Teologia. No seminário se identificou muito com a professora Mabel que leciona História da Igreja no curso de Teologia, a qual foi orientadora do trabalho final do curso. Também comenta o seu gosto pela História.

Ao abordar sua vida no seminário afirma: “Eles podem solicitar que os seminaristas saiam ou mesmo o seminarista pode tomar essa decisão”. Da turma dele tinham cinco seminaristas, somente o Rodrigo foi até o fim. Ainda confessa: “Se for da vontade de Deus, vai aparecer às dificuldades, mas a pessoa supera. Venci a timidez que era muito forte, quase não falava com as pessoas”. Foi cobrado no seminário, se esforçou e venceu.

Depois de concluir o curso de Teologia foi ordenado diácono, mas relata que ainda não sentiu a responsabilidade do padre, apesar de celebrar casamentos e batizados. Afirma que as decisões são tomadas pelo padre, apesar dele acompanhar tudo de perto para que aprenda. Mostra-se ansioso para celebrar a missa com a consagração, principalmente agora que já tem o cálice e a casula. Além de atender confissões e atender a unção dos enfermos. Afirmou indagado sobre sua ansiedade: “Uma sensação diferente, que não sabe explicar, preocupar se tudo vai correr bem, se vai dar certo.”

Depois de se ordenar padre vai assumir juntamente com o padre Fábio a paróquia de Resende Costa, a qual tem muitas capelas e povoados. Disse que tem um povoado denominado Jacarandi que fica a 40 km de distância. Sempre disposto a ajudar, afirmou “Depois de padre vou atender melhor o povo de Resende Costa”. Um servo de Deus que se preocupa realmente com o bem do povo cristão.

O futuro padre Rodrigo, deixa uma mensagem para os meninos que desejam se ordenar padre:

“Os meninos devem acreditar e lutar, ter uma participação na igreja, conversar com o padre, no caso de Dores de Campos, o padre Paulo. Se tem essa vontade, ir para o seminário e lá dentro discernir se essa é a vocação.”

Dores de Campos, 13 de maio de 2016

Sirlene Cristina Aliane – Pascom

maio 25

Pequena Biografia de Rodrigo testemunhada pelos seus pais

 

006Na língua portuguesa existem várias palavras que determinam aquilo que uma pessoa poderá ser, quando adulta, a saber: aptidão, tendência, vocação, porém, todos esses substantivos sugerem a determinação dos exemplos, ante a convivência com terceiros. No entanto há uma determinante, citada algumas vezes nas muitas homilias do Pe. Paulo Marcelo, que sugere algo mais profundo, asseverado por Jeremias 1,5: “Antes mesmo que foste formado no ventre de sua Mãe, Eu te conheci. Antes  que conheceste a luz do mundo Eu te consagrei”. Então podemos intuir que a vida de todos tem uma razão que já está determinada, ante isso devemos estender a vida de Rodrigo e procurar entender no relato de sua biografia.

015Numa quarta-feira, véspera de Corpus Christi do ano de 1983, mais precisamente no dia 1º de junho, nascia o segundo filho, para alegria do casal Inácio Firmiano Ladeira e Neuza Teixeira Coimbra. Todavia, em meio à alegria uma sutil preocupação apertava os corações de seus pais, pois tal menino era muito pequeno parecendo ser prematuro. Essa preocupação tornou-se uma agravante, pois aos dois meses foi vitimado por uma anemia profunda, sendo obrigado a ficar internado em um hospital, na cidade de Barbacena, por 17 dias. Conta a sua mãe que após, ele, receber alta e indo para casa sua saúde piorou, tendo que ser internado novamente. Contudo o médico que o atendia disse, para o desespero de seus pais, que não havia nada a se fazer. Enquanto sua mãe caminhava em direção à rodoviária, ele começou a se retorcer, revirando os olhos, perdendo todo o viço. Então, desesperada ela entra na Igreja Nossa senhora da Piedade e aos pés da bela imagem de Nossa Senhora faz uma pequena prece, dizendo: ”Querida Mãe Santíssima eu  Lhe entrego meu pequeno filho. Ele é todo seu! Faça o que for melhor para ele!”  Nesse momento as mãos de Rodrigo foram ficando aquecidas, um leve rubor foi se espalhando pelos seus lábios e rosto e ele sorriu! Após esse dia ele cresceu forte, nunca mais teve problemas de saúde, que preocupassem seus pais.

016Mas a imprecisão da vida, tal como a um rio, foi desenhando o seu curso, e com isso vitimando acontecimentos fazendo com que uma crise conjugal separasse seus país, e com o tempo eles se embrenhassem em novos caminhos e refizessem suas vidas. Ela com José Orozimbo e ele com Maria do Carmo. Segundo o seu pai, até bem pouco tempo, achava que sua conduta arredia e bastante tímida fosse reflexo de um possível trauma, quando de sua separação com Neuza, apesar de saber que ele recebia o amor de ambos. Tanto que ele transitou toda a sua infância, adolescência e até os dias atuais entre os espaços deles. Quanto a isso eles nunca tentaram confundi-lo com pequenas intrigas, tão comum em casais que se separam e constituem uma nova vida. Não obstante, o tempo fez-se testemunha que sua conduta arredia não era trauma, mas sim, um estado contemplativo da vida e das coisas. Dos relacionamentos de seus pais teve a felicidade de ganhar 07 irmãos, sendo eles: Reinaldo, Rafael, Renato, Euler, Rian, João Cássio e Paulo.

Em tempo vale ressaltar a unanimidade de seus pais, quanto à demonstração de uma felicidade imensurável na sua vocação, para o sacerdócio. Para tanto os problemas enfrentados, certamente se tornarão exemplos de uma memória sentida na pele e não concebida nos livros.

Por João Bosco de Melo.
Dores de Campos, 09 de maio de 2016

maio 25

Maria

001Maria é nossa

Mãe doce,

Amável,

Terna e

Intercessora

Junto a Jesus

Em todos

Os momentos de

Tribulação e

Angústia.

Desde a aparição

Do anjo

Maria disse sim

A Deus,

Confiando em

Sua misericórdia e

Posteriormente

Passou

Por várias

Provações e

Alegrias,

Mas nunca

Esmoreceu.

Maria de muitos

Títulos,

Mas de grande

Missão,

Pois trouxe

O salvador

Ao mundo e

O criou

Com muito

Amor e

Carinho,

Juntamente

Com seu

Esposo José.

A mãe

De Deus

E nossa é

A coredentora

De toda a

Humanidade e

Deve ser

Coroada

Com glórias e

Honras em

Todas as

Oportunidades,

Pois a sua

Disponibilidade e

Confiança

Salvaram

O mundo.

Por Sirlene Aliane – PASCOM

maio 14

Divino Espírito Santo

espirito_santoO tempo pascal é permeado por leituras reflexivas relacionadas com a morte, ressurreição e ascensão do Senhor. No entanto em aparição aos discípulos Jesus aborda várias vezes a vinda do paráclito ou do Espírito Santo. “Mas o Paráclito, o Espírito Santo, que o Pai enviará em meu nome, ensinar-vos-á todas as coisas e vos recordará tudo o que vos tenho dito”. (Jo 14, 26). A vinda do Espírito Santo como promessa de uma vida nova, permeando a comunicação entre Deus e os discípulos de Jesus. O Espírito Santo é como um elo entre os homens e a transcendência divina, pois através do derramamento de seus dons os fieis proliferam os ensinamentos de Jesus pelo mundo afora.

A promessa concretizou-se quando os discípulos estavam reunidos em nome do Pai e todos falaram línguas diferentes e uns se comunicavam com os outros através da unção do Espírito, além de receberem os mais diferentes dons. O Espírito Santo em forma de línguas de fogo ou pomba é apenas a representação dos muitos carismas que foram e são recebidos pelos ungidos de Deus. “Há diversidade de dons, mas um só Espírito. Os ministérios são diversos, mas um só é o Senhor”. (I Co, 12, 4-5). Desde esse dia vários dons foram espalhados no mundo e usados das mais diversas formas. Vários são os dons, mas alguns são classificados como: Fortaleza, Ciência, Sabedoria, Conselho, Entendimento, Piedade e Temor de Deus.

Todos os dons devem ser motivo de engrandecimento do Senhor Deus e não motivo de escândalo ou vergonha e relacionados com a fé viva, de uma igreja atuante em todos os lugares do mundo, com caridade e amor. Segundo uma das mais celebres leituras da bíblia. “Ainda que eu falasse as línguas dos homens e dos anjos, se não tiver caridade, sou como o bronze que soa, ou como o címbalo que retine. Mesmo que eu tivesse o dom da profecia, e conhecesse todos os mistérios e toda a ciência; mesmo que tivesse toda a fé, a ponto de transportar montanhas, se não tiver caridade, não sou nada”. (I Cor, 13, 1-2). Os dons, a fé e a caridade devem ser inseparáveis na unidade da igreja do século XXI, pois somente esses três pilares sustentam a Igreja Católica Apostólica Romana.

Por Sirlene Cristina Aliane – Pascom

Dores de Campos, 08 de maio de 2016

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